Por marcozero CompartilheCompartilhe SantosMarinha aprova plano de resgate de navio brasileiro que foi à Antártida 292 visualizações0Com o objetivo de resgatar um dos maiores ícones da ciência oceânica do país, a Marinha do Brasil deu sinal verde para o plano de salvamento do navio Professor W. Besnard. A aprovação, concedida pelo 8º Distrito Naval no dia 24 de abril, ocorre pouco mais de um mês após a embarcação ter adernado (inclinado) no Porto de Santos, no dia 13 de março.O plano, apresentado por uma empresa contratada em caráter emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS), foca na recuperação gradual da flutuabilidade do navio. O trabalho é minucioso: envolve a drenagem interna da água acumulada e uma série de manobras técnicas. Assim que o Besnard estiver estabilizado, ele será rebocado para um estaleiro para que especialistas avaliem se ainda há chance de uma restauração completa.Uma força-tarefa no fundo do portoEmbora o sinal verde oficial tenha vindo agora, a mobilização no cais santista não parou. Desde 31 de março, equipes de mergulhadores realizam inspeções subaquáticas, limpeza e a vedação do casco para evitar novos danos. A operação é tratada como prioridade máxima, já que o navio inclinado representa um risco tanto para a segurança das manobras no porto quanto para o ecossistema local.O caso envolve uma complexa teia de responsabilidades:Propriedade: Atualmente, o navio pertence ao Instituto do Mar, após ter sido doado pela Universidade de São Paulo (USP).Ação Emergencial: Diante da inércia e da gravidade da situação declarada pela Capitania dos Portos, a APS (Autoridade Portuária) assumiu a frente da operação para evitar um desastre maior.O valor histórico: Da Antártida ao abandonoA pressa para salvar o Besnard não é apenas logística, mas histórica. Construído na Noruega e batizado em homenagem ao “pai da oceanografia brasileira”, o navio foi o protagonista da primeira expedição do Brasil ao continente Antártico, na década de 1980.Durante décadas, ele foi o principal laboratório flutuante da USP, sendo palco de centenas de pesquisas que ajudaram o Brasil a entender sua plataforma continental. No entanto, após ser desativado, o navio enfrentou anos de abandono e degradação, culminando no incidente de março. O atual esforço de salvamento tenta impedir que o destino final de um símbolo da soberania científica brasileira seja, literalmente, o fundo do mar.Contexto Adicional: O incidente com o Besnard acendeu o debate sobre a preservação do patrimônio naval em Santos, uma vez que a embarcação já vinha sofrendo com a falta de manutenção e impasses jurídicos sobre seu destino final nos últimos anos.Compartilhe
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