Por marcozero Compartilhe Compartilhe Santos Projeto busca preservar vegetação nativa das praias de Santos 2 horas ago4 visualizações0 Com o objetivo de preservar a vegetação nativa das praias e fortalecer a defesa natural da orla, foi iniciado o projeto de construção do Parque Jundu, em Santos. A iniciativa, que começou a ganhar forma no dia 23 de abril, marca a criação do primeiro espaço dedicado exclusivamente à conservação da restinga na faixa de areia da cidade. O projeto toma fôlego em um trecho estratégico: entre a divisa com São Vicente e o Novo Quebra-Mar, no bairro José Menino. A área, situada em frente aos prédios “Pé na Areia”, já começou a receber as primeiras intervenções, que incluem a limpeza de resíduos, a retirada de plantas invasoras e o mapeamento técnico para o cercamento que protegerá as espécies nativas. Barreira viva contra as mudanças climáticas Mais do que um cercado de plantas, o Parque Jundu é uma aposta de Santos nas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A proposta, lapidada pelo Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Pró-Jundu, foca em isolar as áreas onde a vegetação já está tentando retomar seu espaço, permitindo que ela floresça sem a interferência do fluxo de pedestres. O local será um laboratório a céu aberto, servindo para: Monitoramento técnico: Coleta de dados e avaliações de manejo. Educação ambiental: Ponto de conscientização para moradores e turistas sobre a importância do ecossistema. Resiliência urbana: Parte do programa Santos Sustentável (lançado em março de 2025), que já plantou 2,4 mil árvores na área insular para combater os efeitos do aquecimento global. O retorno do Jundu Historicamente sufocado pela urbanização da orla, o jundu — vegetação rasteira típica do litoral brasileiro — tem mostrado resistência ao reaparecer naturalmente em pontos isolados. Sua importância vai muito além da estética: ele funciona como uma “âncora” para a areia, estabilizando as dunas e servindo de barreira crucial contra a erosão e o avanço das marés em dias de ressaca. Consenso e futuro A viabilidade do parque não foi decidida a portas fechadas. Em abril, o projeto foi apresentado ao Conselho Municipal da Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e contou com o apoio de ONGs, acadêmicos e diversas secretarias. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, o projeto é uma prova de que a cidade pode coexistir com a conservação. “A intenção é permitir que a natureza retome seu espaço. A recomposição demonstra que, com planejamento e políticas públicas transversais, é possível conciliar o desenvolvimento urbano com a proteção ambiental”, afirma o secretário. Compartilhe
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