Por marcozero CompartilheCompartilhe SantosProjeto busca preservar vegetação nativa das praias de Santos 177 visualizações0Com o objetivo de preservar a vegetação nativa das praias e fortalecer a defesa natural da orla, foi iniciado o projeto de construção do Parque Jundu, em Santos. A iniciativa, que começou a ganhar forma no dia 23 de abril, marca a criação do primeiro espaço dedicado exclusivamente à conservação da restinga na faixa de areia da cidade.O projeto toma fôlego em um trecho estratégico: entre a divisa com São Vicente e o Novo Quebra-Mar, no bairro José Menino. A área, situada em frente aos prédios “Pé na Areia”, já começou a receber as primeiras intervenções, que incluem a limpeza de resíduos, a retirada de plantas invasoras e o mapeamento técnico para o cercamento que protegerá as espécies nativas.Barreira viva contra as mudanças climáticas Mais do que um cercado de plantas, o Parque Jundu é uma aposta de Santos nas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN). A proposta, lapidada pelo Grupo Técnico de Trabalho (GTT) Pró-Jundu, foca em isolar as áreas onde a vegetação já está tentando retomar seu espaço, permitindo que ela floresça sem a interferência do fluxo de pedestres.O local será um laboratório a céu aberto, servindo para:Monitoramento técnico: Coleta de dados e avaliações de manejo.Educação ambiental: Ponto de conscientização para moradores e turistas sobre a importância do ecossistema.Resiliência urbana: Parte do programa Santos Sustentável (lançado em março de 2025), que já plantou 2,4 mil árvores na área insular para combater os efeitos do aquecimento global.O retorno do Jundu Historicamente sufocado pela urbanização da orla, o jundu — vegetação rasteira típica do litoral brasileiro — tem mostrado resistência ao reaparecer naturalmente em pontos isolados. Sua importância vai muito além da estética: ele funciona como uma “âncora” para a areia, estabilizando as dunas e servindo de barreira crucial contra a erosão e o avanço das marés em dias de ressaca.Consenso e futuro A viabilidade do parque não foi decidida a portas fechadas. Em abril, o projeto foi apresentado ao Conselho Municipal da Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e contou com o apoio de ONGs, acadêmicos e diversas secretarias.Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello, o projeto é uma prova de que a cidade pode coexistir com a conservação. “A intenção é permitir que a natureza retome seu espaço. A recomposição demonstra que, com planejamento e políticas públicas transversais, é possível conciliar o desenvolvimento urbano com a proteção ambiental”, afirma o secretário.Compartilhe
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