Dança Stiletto
Estilo

Dança Stiletto mistura jazz e hip-hop

A Dança Stiletto é um estilo que jazz e hip-hop e que tem conquistado cada vez mais pessoas. O ritmo surgiu da necessidade de os bailarinos aprenderem a se equilibrar em cima dos saltos altos para reproduzir coreografias para clipes, shows e comerciais.

Criada nos anos 90 na Broadway Dance Center, em Nova Iorque, a dança Stiletto traz a sensualidade e a elegância em cima de um salto alto, que se tornou um ótimo exercício físico. O ritmo teve como precursora a professora norte-americana Dana Foglia e hoje é praticado por artistas como Anitta e Beyoncé.

Depois de ganhar o mundo, o Stiletto chegou ao Brasil em 2008 e, desde então, vem conquistando as academias e os alunos.

Benefícios da Dança Stiletto

A modalidade trabalha para proporcionar flexibilidade para a coluna e fortalecer os músculos das pernas, glúteos e abdômen. “A dança ainda melhora o equilíbrio e a coordenação motora, além da elevação da autoestima, já que o estilo tem movimentos sensuais para que as pessoas se sintam confiantes para tudo, não só para dançar para uma outra pessoa, por exemplo, mas para ela mesma”, explica o educador físico Ronaldo Godoi, da academia Red Fitness.

O Salto alto da Dança Stiletto

Para movimentos bem executados o salto é um acessório importante, já que ele ajuda a corrigir a postura durante a coreografia. “Ele é fundamental. Mas como a segurança tem que estar acima de tudo, indicamos que os iniciantes comecem com saltos menores e, conforme forem evoluindo, literalmente subam o salto”, complementa Godoi.

Dança Stiletto

Quem pode fazer

A aula é indicada para todas as pessoas que queiram aprender, e não se limita somente às mulheres. “Hoje contamos com mais uma média de 30 a 40 alunos por aula que se entregam a essa modalidade de dança”, finaliza o educador.

Riscos da Dança Stilleto

Porém (e, como dizia o dramaturgo Plínio Marcos, sempre tem um porém), a prática do Stiletto pode acarretar problemas lombares a longo prazo.

O ortopedista Marco Tulio Costa, presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), explica que o uso de saltos altera o centro de gravidade do corpo e sobrecarrega a região, o que pode causar dores crônicas e protrusão discal — a fase inicial de uma hérnia de disco.

Segundo ele, o tempo para os problemas surgirem pode variar, mas a média é de mais de um ano de prática.

“Isso ocorre porque o peso do corpo fica concentrado na parte frontal do pé nesse tipo de dança. É o mesmo que acontece com as bailarinas. Elas também concentram o peso corporal nessa região, assim como aquelas que utilizam saltos”, afirma.

O ortopedista ressalta que, além das costas, o Stiletto pode trazer consequências negativas para os pés, como a formação de calos, joanetes e deformidades nos dedos.

Conforme o ortopedista, a praticante dessa dança deve utilizar o salto mais baixo possível e sapatos confortáveis durante o restante do dia, preferencialmente tênis com amortecedores.

O professor de Stilleto Jailton Silva explica que a altura de salto mais recomendada é de 8 a 10 cm sem meia-pata, mas isso não impede que alunas iniciantes utilizem saltos mais baixos. Além disso, é melhor que sejam do modelo Ankle Boot, pois são fechados e proporcionam maior estabilidade.

Silva ressalta que é importante alongar-se antes e depois da aula para evitar problemas.

Como dançar de salto alto para iniciantes

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