Comportamento

Hipnoterapia promete curar fobias, tabagismo e depressão

Método é usado para acabar com fobias, tabagismo e depressão, entre outros problemas

Desenhos animados, comédias do cinema e shows de charlatões com turbantes na cabeça fizeram com que a prática ficasse desacreditada. Mas a hipnose pode ser a solução de problemas que muitos acreditam insolúveis, como obesidade, tabagismo, medo de voar, do escuro, de altura, depressão, ansiedade…

Quem garante é o hipnoterapeuta Alessandro Baitello, que afirma ter melhorado a vida de mais de cinco mil pessoas, nos últimos 12 anos. Segundo ele, o índice de sucesso se verifica em 92% dos casos.

Vacinação combina com doação

“Tratamos o problema depois que a pessoa esgotou as possibilidades de ajuda médica. A pessoa já foi ao médico, mas continua sofrendo de impotência ou ejaculação precoce, por exemplo. Vamos no inconsciente da pessoa e fazemos a ressignificação. A gente não fala em cura, mas em solução definitiva”, afirma.

Baitello exemplifica com o tratamento para pessoas que não têm problemas fisiológicos (endócrinos, por exemplo), mas não conseguem perder peso. Por meio da hipnose, é “implantado” um balão hipnótico. “A pessoa sente que tem um balão gástrico no estômago, e isso faz com que ela coma menos e, consequentemente, perca peso”, diz. Segundo ele, em nenhum momento é indicado o uso de medicamentos.

Como funciona

Baitello explica que, após 12 anos de atuação, desenvolveu um método. A hipnoterapia é feita em, no máximo, cinco sessões. “Nunca mais do que isso. Se não resolver com isso, não resolve mais”.

No primeiro encontro, a pessoa recebe informações sobre o método e é feita uma avaliação para definir se ela está apta para a hipnoterapia. “Tem gente que vem a nós antes de ter ido a um médico. A gente pede que, primeiro, procure a medicina convencional”, argumenta.

A partir da segunda sessão, é feita a hipnose propriamente dita. “Eu peço que a pessoa se deite numa poltrona e vou induzindo-a com a palavra, até que ela fique num estado modificado de consciência”. Com a pessoa neste estado, o hipnoterapeuta faz uma série de perguntas para encontrar as causas do problema. “Quando achamos, nós o resignificamos”.

Não é medicina

Baitello faz questão de deixar claro que a hipnoterapia não é um procedimento médico. “Até existem médicos, dentistas e psicólogos que utilizam a hipnose, mas a hipnoterapia é praticada por terapeutas alternativos ou complementares. Não cuidados da parte física ou psicológica. Médico é quem cuida da patologia. Nós trabalhamos a parte emocional. Não nos consideramos profissionais da saúde, mas do bem-estar”, salienta.

O especialista ressalta que, infelizmente, qualquer pessoa pode praticar a hipnose. “Por isso, é importante que se procure atendimento apenas com profissionais associados à Associação Nacional dos Terapeutas, que, para fazerem parte dela, necessitam de um curso específico de hipnoterapia”.

Mitos e verdades

Imitar uma galinha – É possível, sim, uma pessoa hipnotizada fazer coisa que normalmente não faria, como imitar uma galinha. “Mas, terapeuticamente, não serve para nada”, diz Baitello.

Contra a vontade – Não é possível hipnotizar uma pessoa à força. Também não dá para forçar que um hipnotizado faça algo que contrarie seus princípios. “Só consigo potencializar o que ela já tem. Se a pessoa não tem índole, não vou transformá-la num ladrão ou assassino”, exemplifica.

Objeto para hipnotizar – É comum em filmes e desenhos ver o hipnotizador balançar um objeto em movimentos pendulares para fazer a pessoa perder a consciência. “”Antigamente, alguns terapeutas utilizavam o pêndulo porque isso fazia com que os olhos ficassem cansados e o seu inconsciente mais concentrado no que o hipnotizador está falando. Usar um cartão com redemoinho, relógio de bolso, chave ou caneta é apenas para tirar o foco das outras coisas que estão acontecendo ao redor do paciente. Mas hoje pouca gente usa isso”.

Vidas passadas – Baitello não crê que a hipnose permita que ocorra uma regressão, de modo a fazer a pessoa recordar ter vivido em outras épocas. “Em toda minha experiência nessa área, eu nunca vi ninguém falar que foi o faxineiro do castelo. Agora, se durante a terapia, a pessoa falar que foi a Cleópatra e resolver o problema dela, terapeuticamente, está valendo”.

Hipnose através dos tempos

– No século 18, o médico alemão Franz Anton Mesmer usava um método com características semelhantes às da hipnose. Mas ele logo caiu em descrença, em 1778, por não conseguir curar uma pianista vítima de cegueira nervosa. Depois disso, o método, chamado de “mesmerização”, passou a ser usado em shows circenses e acabou desacreditado de vez.

– No século 19, a hipnose começou a ser encarada com mais seriedade. Em 1843, o médico escocês James Braid trocou o termo “mesmerização” por “hipnose”, numa alusão a Hypnos, a deusa grega do sono.

– Há relatos de que, em 1845, outro James, de sobrenome Esdaile, usava a hipnose em cirurgias com amputação.

– Na mesma época, o assunto chamou a atenção do francês Jean-Martin Charcot, considerado o pai da neurologia, e do psicólogo russo Ivan Pavlov.

– No início de sua carreira, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, utilizava a hipnose na tentativa de curar casos de histeria, mas abandonou o método por acreditar que a hipnose não conseguia romper a resistência inconsciente dos pacientes para lembrar da origem dos traumas.

– A comunidade científica internacional só reconheceu a eficácia da hipnose em 1997, com uma pesquisa do psiquiatra americano Henry Szechtman: ele fez voluntários, sob hipnose, relatar ouvir sons inexistentes.

– Recentemente, o Conselho Federal de Odontologia reconheceu a hipnose como prática cientificamente efetiva. O Conselho Federal dos Psicólogos aprova a prática como recurso auxiliar no trabalho dos profissionais da categoria.

SERVIÇO- Rede Clínica de Hipnose – Rua Marcílio Dias, 16, conjunto 43, Gonzaga, Santos – Telefone 4040-4985.

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