Por marcozero CompartilheCompartilhe DesenvolvimentoGoverno de SP inicia obras para conter erosão na Ilha do Cardoso 227 visualizações0O Governo de São Paulo iniciou as obras de contenção da erosão costeira no Parque Estadual da Ilha do Cardoso, em Cananéia, no litoral sul paulista. A intervenção é conduzida pela Fundação Florestal em parceria com a SP Águas. O investimento total é de cerca de R$ 12 milhões.Prazos e detalhes técnicos da intervençãoA obra será realizada no Estreito do Melão, trecho mais vulnerável da Unidade de Conservação. A intervenção prevê a dragagem e o reposicionamento de sedimentos para recompor e estabilizar o cordão arenoso. A previsão de duração dos trabalhos é de nove meses.O objetivo da ação é garantir a segurança das comunidades tradicionais, reduzir os efeitos do processo erosivo e proteger os ecossistemas locais. A erosão no local é causada por fenômenos naturais, como a interação entre marés, correntes marítimas, ventos, ressacas e movimentação de sedimentos. O Estado intensificou o monitoramento da área nos últimos anos devido à aceleração dessas transformações.Elaboração do projeto e etapas preparatóriasO projeto executivo foi elaborado pela SP Águas após a realização de estudos técnicos, levantamentos hidrodinâmicos, sedimentares e ambientais. A Fundação Florestal contratou a empresa responsável pela execução. O processo teve acompanhamento do Ministério Público, da Defensoria Pública, de órgãos estaduais e de representantes locais em vistorias técnicas.As etapas preparatórias já concluídas incluíram:Sondagens geotécnicas;Análises laboratoriais dos sedimentos;Levantamentos batimétricos para medir a profundidade do fundo do canal;Mobilização de equipamentos e embarcações.Na fase atual, as equipes realizam a retirada e a redistribuição planejada do material arenoso em pontos definidos pelos estudos técnicos.Impacto nas comunidades locais e declaraçõesA intervenção atende a reivindicações das comunidades tradicionais da Ilha do Cardoso, como os moradores da Enseada da Baleia, realocados em 2017 devido ao avanço do mar.“As comunidades não desejam sair dos seus espaços. Existe um vínculo afetivo com seu território. A intervenção representa uma resposta a uma demanda construída coletivamente”, afirma Jorge Cardoso, engenheiro ambiental e morador da região.A cientista social Tatiana Cardoso, assessora técnica da Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais da Ilha do Cardoso, destaca que a obra é fruto de anos de mobilização e garante a continuidade do modo de vida caiçara.A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, ressaltou o compromisso do Estado em proteger o patrimônio ambiental e as comunidades. O diretor-executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, e o diretor da SP Águas, Nelson Lima, reforçaram que a intervenção combina rigor técnico, conservação ambiental e acompanhamento contínuo durante a execução.A Ilha do Cardoso abriga remanescentes de Mata Atlântica, manguezais, restingas e comunidades caiçaras. Compartilhe
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