Por marcozero CompartilheCompartilhe DesenvolvimentoEmpresa usa IA para melhorar produtividade em terminal retroportuário 309 visualizações0A Transbrasa reduziu em 33,6% os movimentos improdutivos no pátio de seu terminal retroportuário no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O resultado é fruto de um processo de modernização operacional iniciado no começo deste ano, que combina a implantação de um sistema de inteligência artificial (IA) com a aquisição de novos equipamentos de ponta. A estratégia gerou impactos diretos na eficiência da movimentação de contêineres, além de diminuir o consumo de óleo diesel, o desgaste de pneus e componentes mecânicos, e as emissões de gases de efeito estufa (GEE).Inteligência artificial reduz deslocamentos de contêineres de importaçãoOs ganhos operacionais foram impulsionados pelo desenvolvimento de uma tecnologia de inteligência artificial voltada especificamente para otimizar a gestão das cargas. O sistema analisa detalhadamente a disposição de cada contêiner e estabelece a sequência mais eficiente de movimentações, o que evita deslocamentos desnecessários e acelera o fluxo de trabalho no terminal.Os indicadores consolidados demonstram a evolução do projeto ao longo dos meses:Início da implantação: cada contêiner de importação exigia, em média, 12 movimentos dentro do terminal;Resultado em junho: o índice recuou para 8,1 movimentos por unidade.O vice-presidente da Transbrasa, Bayard Umbuzeiro Neto, destaca o impacto dessa otimização para o negócio e para o ecossistema portuário:“Cada movimento desnecessário que conseguimos eliminar representa economia de combustível, menor desgaste dos equipamentos, redução das emissões e mais agilidade na liberação das cargas dos nossos clientes. A sustentabilidade deixou de ser um objetivo paralelo e passou a fazer parte das decisões operacionais da empresa”, afirma o executivo.Novos reach stackers ampliam capacidade de empilhamento e economizam combustívelSomada à tecnologia de IA, a modernização da Transbrasa incluiu a compra de três novos reach stackers (guindastes sobre rodas utilizados para movimentação de contêineres pesados) da fabricante Konecranes. Identificadas internamente como KC-01, KC-02 e KC-03, as máquinas atuam nas operações de carga, descarga, transporte e empilhamento de contêineres de 20 e 40 pés.Os novos equipamentos trazem recursos de última geração tecnológica:Capacidade de empilhamento: conseguem empilhar contêineres em até seis unidades de altura, ampliando o aproveitamento de espaço do pátio sem exigir a expansão física da área do terminal;Segurança e controle: contam com sistemas embarcados de telemetria e monitoramento eletrônico, que apoiam os operadores e dão maior precisão no acompanhamento do desempenho;Eficiência energética: os modelos antigos consumiam, em média, cerca de 19 litros de diesel por hora. Já os novos operam com aproximadamente 13 litros por hora, o que representa uma redução superior a 30% no consumo de combustível e diminui a pegada de carbono da operação.Bayard Umbuzeiro Neto ressalta que esse aporte financeiro faz parte do planejamento de longo prazo focado em inovação:“A inovação sempre esteve no DNA da Transbrasa. Buscamos tecnologias que proporcionem ganhos reais para os clientes, para a operação e para o meio ambiente. A inteligência artificial e os novos equipamentos nos permitem trabalhar com mais produtividade, reduzir desperdícios e tornar a movimentação de contêineres mais eficiente e sustentável”, conclui o vice-presidente.Compartilhe
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