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Sérgio Mallandro revela se é melhor ‘pegar a Xuxa’ ou contar para todo mundo que ‘pegou a Xuxa’

Um dos humoristas mais conhecidos do Brasil, Sérgio Mallandro não quer ser levado a sério. Ao contrário, quer mesmo que a pessoas riam com ele, de modo descompromissado, sem grandes exigências. Mas ele promete não decepcionar em seus shows em formato stand-up. Nesta raṕida entrevista, em outubro de 2015, ele fala sobre o show que faria em Santos e também sobre outros assuntos.

Você diz que o show não é só “glu-glu-ié-ié”. O que tem mais?

Sérgio Mallandro – É uma hora e quarenta minutos rindo, bicho! Eu conto a história da minha vida toda, com os artistas, com o Silvio Santos, com a Xuxa, com o Faustão, com a minha ex-mulher Mary Malandro. Estou fazendo o maior sucesso, mais de dois milhões de pessoas já assistiram a este show. Já estive aí em Santos, mas agora tem histórias novas. Faço uma brincadeira com a Porta dos Desesperados.

De onde surgiu esse “glu-glu-ié-ié”?

Mallandro – O “glu-glu” veio de uma música que eu gravei, que dizia “vem fazer glu-glu”. Mas vem da mitologia grega: Platão, quando estava nervoso, estava numa caverna, olhou para Sócrates e disse “Rá!”. Aí as portas da caverna se abriram e ele disse: “Ié, ié!. E os dois saíram de mãos dadas e encontraram Aristótoles, que estava bebendo água e disse: “Glu-glu! Glu-glu!”.

Você fala sério alguma vez?

Mallandro – Só quando as coisas são sérias, quando alguém morre, acontece algo triste. Mas o bom humor sempre prevalece, até mesmo numa reunião de negócios. A minha parada é fazer as pessoas rirem. Falo sério, mas de uma forma bem-humorada. A vida é um parque de diversões, tem que saber escolher o brinquedo certo.  E também não brincar sempre no mesmo brinquedo.

Não é difícil fazer show de humor no país da piada pronta?

Mallandro – Para o humor é bom, os humoristas tiram boas piadas das coisas que acontecem. O humor está em alta, tem essa garotada do stand-up que chegou com tudo. As pessoas querem rir, a vida está muito cheia de problemas. E o humor é para isso.

Em 2008, você se candidatou a vereador, teve uma boa votação, mas não conseguiu se eleger. Acredita que agora teria mais chances, já que tem tanta gente fazendo palhaçada na política?

Mallandro – Não gosto mais de política. Naquela época, eu achei que ia poder fazer mais creches, porque eu tenho uma creche em Guarulhos. Eu achei que, como político, ia poder fazer milhões de creches. Mas o que eu gosto mesmo é da arte. Agora em março vou começar a fazer um filme. Acho que minha missão é levar alegria e fazer as pessoas rirem.

É melhor pegar a Xuxa ou contar para todo mundo que pegou a Xuxa?

Mallandro – Rá! Rá! (pausa…) Olha, irmão! O melhor é pegar as pessoas e não contar para ninguém. O cara que é malandro, mesmo, não conta para ninguém que pegou. Esta é minha filosofia. Rá! Rá! Deixar as pessoas ficarem imaginando…

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