Por marcozero CompartilheCompartilhe DesenvolvimentoNão há ambiente para flexibilizar restrições 1375 visualizações0É natural que as pessoas se sintam incomodadas pelas mudanças na rotina provocadas pela necessidade de se manter em isolamento social. No entanto, insistir em se rebelar contra a realidade é um raciocínio infantil, típico de criança birrenta que não quer ser contrariada.Pesquisas indicam que a população santista é favorável ao isolamento social: 53,8% apoiam a manutenção da quarentena, segundo levantamento da Enfoque; e 52,5% dos santistas concordam que a população deve ficar em casa, de acordo com o Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Porém, ao que tudo indica, as pessoas não praticam o que falam. Prova disso é o aumento do número de pessoas e veículos nas ruas da cidade. Domingo passado (26), por exemplo, imperou o clima de férias. O calçadão da Nova Ponta da Praia, por exemplo, ficou lotado. Na terça-feira, o Índice de isolamento Social, medido pelo Governo do Estado, era de 47%, quando o desejável é ao menos 70%.Apesar da pressão de diversos segmentos da sociedade, principalmente comerciantes, a Prefeitura anunciou que não vai flexibilizar as medidas de isolamento social. “80% dos leitos de UTI na Baixada Santista estão ocupados, em algumas cidades estão 100%”, argumenta o prefeito Paulo alexandre Barbosa.O governador do Estado, João Doria, já avisou que, caso os índices de isolamento não reduzam, as medidas de restrição serão ampliadas, como a proibição do trânsito em determinadas vidas das cidades—a tendência é os municípios da Baixada Santista adotarem medidas similares.A conta é muito simples de entender: Santos possui 320 vagas de UTI (218 pelo Sistema Único de Saúde e 102 particulares). Em condições normais, sem a pandemia do novo coronavírus, a taxa de ocupação destes leitos é quase que total: vítimas de acidentes de trânsito, ataques cardíacos, AVCs etc.Caso uma grande quantidade de pessoas contraiam o Covid-19 e necessitem de atendimento intensivo, não haverá vaga para todos e os pacientes simplesmente vão morrer.Nesta semana, o número de internações de pacientes com síndromes respiratórias agudas graves teve pequena redução, de 2,7%, e a taxa de ocupação de UTI também caiu, de 63 para 61. No entanto, o resultado positivo deve ser observado com reservas, pois ele reflete o comportamento da população diante da doença duas semanas atrás. Assim, os reflexos deste relaxamento das pessoas só serão revelados daqui a duas semanas.MáscarasO uso de máscaras, mesmo as produzidas caseiramente, é uma medida eficaz para evitar a contaminação pelo novo coronavírus; Só ela não basta pois o vírus pode ser transmitido no contato com superfícies como balcões, botões de elevadores e maçanetas. Desde sexta-feira (1º) está em vigor um decreto que obriga as pessoas a usarem máscaras, sob pena de multa. Mas as pessoas precisam ter responsabilidade social e usá-la, para evitar que elas mesmas fiquem doentes, ou que transmitam o vírus para as pessoas de seu círculo de relacionamentos ou mesmo desconhecidos.Compartilhe
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