Evaldo Stanislau
Coronavírus

Infectologista destrói mentiras sobre Covid-19

Diretor da Sociedade Paulista de Infectologia, Evaldo Stanislaw alerta que qualquer tipo de redução do isolamento social é uma irresponsabilidade e que o debate sobre o uso da hidroxicloroquina é uma falsa polêmica, “uma casca de banana, uma espuma política”.
Um dos maiores especialistas do Brasil, com experiência no tratamento de pacientes com hepatites virais e Aids, ele mesmo acabou contraindo o novo coronavírus.

Os sintomas
Evaldo fala sobre os sintomas que apresentou: tosse seca, mal estar, falta de energia, dor muscular, forte dor de cabeça, febre, perda do olfato e do paladar.

“É muito diferente de uma gripe. É uma doença muito nova. É muito mais intensa. Imagine que você tenha uma pilha e lhe tiraram ela. É exatamente isso que acontece, fica impossível de trabalhar, a pessoa fica literalmente de cama”, explica.

Stanislau esclarece que, nos casos mais graves, há uma completa disfunção do pulmão, que impede o paciente de respirar. “É como se mergulhasse e não conseguisse subir para a superfície, querendo respirar, mas sem conseguir. Nesses casos, a pessoa deve ir para a UTI, entubar e fazer a respiração por aparelhos”.

Infectologista fala sobra a pandemia do Covid-19

O diretor da Sociedade Paulista de Infectologia Evaldo Stanislaw fala sobre a pandemia do Covid-19, da qual ele mesmo foi vítima

Publicado por MarcoZero em Sexta-feira, 10 de abril de 2020

Medicamentos
O infectologista considera que a hidroxicloroquina é vítima de uma politização de um caso de saúde pública e ciência. “Ela tem algum grau de atuação mas não pode ser tratada como um Santo Graal, que resolve tudo. Não é! Ela tem efeitos colaterais gravíssimos, pode causar arritmia. É uma falsa polêmica, pois ninguém está proibindo de prescrever. Isso é uma casca de banana, a liberação para o uso seguindo critérios de segurança existe. O resto é marola, é espuma política e só tem uma resposta para isso: a da ciência”.

Flexibilizar o isolamento social
Para ele, qualquer tipo de relaxamento do isolamento social é inviável. “Uma palavra para isso aí é: irresponsabilidade. Eu poderia falar outra palavra começando com “I” também, mas um pouco mais pesada”, afirma. “Mesmo com falhas, o distanciamento social está conseguindo desacelerar a epidemia. E quanto mais, maior será sua efetividade em diminuir casos. Mas a gente precisa de mais testes, mais diagnósticos, para dar a dimensão do problema ou então as pessoas vão ter que adoecer para acreditar”, completa.

O especialista considera criminoso quem ataca a vai contra as autoridades sanitárias, a ciência e a medicina. Mandando as pessoa irem para a rua, abrir comércio. “Não existe economia se não houver gente para consumir”, lembra.

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