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Coronavírus

Com número de casos em alta, combate à pandemia no Brasil fica entregue à mão divina

Ao mesmo tempo em que os números de infectados e mortos pela Covid-19 no Brasil aceleram em velocidade de Fórmula 1, ultrapassando os resultados de outros países, governadores e prefeitos anunciam medidas de flexibilização do distanciamento social.

A medida, diga-se a verdade, vem ao encontro do que desejam empresários, trabalhadores e boa parte da população —que não aguenta mais ficar em casa.

Para embasar esta decisão de permitir o retorno parcial da atividade econômica, os gestores públicos recorrem a dados concretos: velocidade do aumento no número de casos, oferta de leitos hospitalares etc. No entanto, há uma variável praticamente impossível de ser medida, mas que é decisiva para definir se o avanço da pandemia será contido ou se estabelecerá o caos: o comprometimento dos cidadãos em adotar um comportamento responsável.

As notícias que chegam são as piores possíveis: aglomerações em ruas, transporte coletivo, estabelecimentos comerciais…

Caso este comportamento persista, o número de vítimas será assustador e as medidas de restrição deverão ser retomadas. Entre reabrir e fechar de novo, mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita. Mas tu não serás atingido?

Almas sebosas
Idoso derrubou cruzes em homenagem às vítimas fatais do novo coronavírus, mas pai de um dos mortos pela doença recolocou-as no lugar

Almas sebosas em Copacabana
O que era para ser apenas um ato para lembrar as vítimas fatais pelo novo coronavírus tornou-se um espetáculo repugnante: cenas explícitas de falta de empatia, fanatismo e negacionismo na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Um idoso derrubou as cruzes fincadas por integrantes da Ong Rio de Paz, em homenagem aos mortos pela doença. Sem máscara, o “cidadão de bem” dizia que o ato era “de esquerda” e iria “chocar a população”.

A cena foi mais repugnante ainda: outras almas sebosas aplaudiam a truculência do derrubador de cruzes e faziam discursos inflamados “em defesa do Brasil” e “contra o comunismo”.

Restou a Hugo Silva, pai de um rapaz de 25 anos morto pelo Covid-19, dar uma lição de dignidade, recolocando as cruzes em memória às vítimas do novo coronavírus.

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